Para quem é – e para quem não é – este trabalho terapêutico

Para quem este trabalho é

Este trabalho é para clientes em sofrimento psíquico que reconhecem que a dor que vivem não pode ser reduzida a um rótulo, nem resolvida por questões mágicas.

É para quem deseja compreender o próprio sofrimento, em vez de ser conduzido por ele – mesmo quando isso exige tempo, reflexão e responsabilidade pessoal.
Para quem deseja sustentar perguntas antes de exigir respostas prontas.

Atendo clientes que:

  • percebem que algo em sua história, em suas relações ou em sua forma de se ver no mundo precisa ser elaborado;
  • reconhecem que a mudança não é passiva, nem delegável;
  • estão dispostos a olhar para si, sem idealizações, mas também sem crueldade;
  • querem diferenciar acolhimento de conivência e confronto de ataque;
  • estão dispostos a entrar no processo terapêutico mesmo sem saber exatamente onde ele os levará.

Quando este trabalho provoca desconforto – e por quê

Meu trabalho costuma gerar desconfortos e questionamentos sobre quem se é e sobre o que precisa ser revisto, especialmente em pessoas que:

  • não estão dispostas a reconhecer sua participação nos próprios impasses;
  • esperam validação automática de suas posições, sem abertura para revisão;
  • recusam qualquer forma de confronto quando ele se faz necessário ao processo.

Este desconforto não é um erro de processo, mas muitas vezes parte dele.

Como funciona a relação terapêutica aqui

Aqui, a escuta não é apressada, o processo não é padronizado e a relação clínica é construída com seriedade, compromisso e respeito mútuo.

Não é necessário já saber o que está errado ou o que precisa mudar.
Basta haver disposição para olhar, mesmo sem clareza.

O confronto, quando acontece, não é para desqualificar, mas para abrir possibilidades que antes não estavam visíveis.

Muitas vezes, o trabalho começa quando aquilo que parecia confuso começa a ganhar palavras – ainda que incompletas.

Para quem este trabalho não é

Não sou o terapeuta que diz ao cliente como viver, o que decidir ou quem culpar.

O trabalho que sustento não opera pela lógica de obediência, de dependência ou da delegação da própria responsabilidade.

Este trabalho terapêutico não é indicado para clientes que:

  • não aceitam olhar para si mesmos;
  • recusam reconhecer que há pontos que precisam ser revistos;
  • não conseguem tolerar algum nível de desconforto do questionamento que surge ao longo do processo.

Aqui, o sofrimento não é negado nem romantizado – é pensado, elaborado e retirado do lugar de identidade.

Se você se reconhece nesse modo de trabalhar – com seriedade, implicação e abertura para processo – então talvez este espaço possa fazer sentido para você.

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